segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

REFLEXÃO SOBRE A FELICIDADE



Onde esta a tão sonhada  FELICIDADE? 


Somos mulheres batalhadoras e temos diversos papéis sociais a exercer: executiva, esposa, mãe, dona de casa… e em muitos dos nossos dias, enquanto alteramos nossos papéis, procuramos nossa felicidade. Pois, a correria está árdua, o corpo cansado, o tempo é escasso… e a felicidade, onde ela está? Ela realmente existe? Nós a desejamos, lutamos por ela, invejamos aqueles que a possuem. Acreditamos que seja indefinível e efêmera, que seja só uma questão de ficar mais rica, mais magra, mais velha ou mais jovem, casar-se ou divorciar-se, ter um bebê ou uma babá, encontrar um bom emprego ou livrar-se de um ruim…

Mas o tipo de felicidade do qual estamos falando – o tipo que está na sabedoria e não desaparece quando as coisas ficam difíceis – está a nosso alcance e não tem custo algum. É um recurso natural – e é seu por direito.
 Há pessoas que já nascem sorrindo, mas a maioria de nós tem que batalhar por isso. O que requer aprender algumas técnicas novas e desaprender alguns velhos hábitos mentais – mas as boas novas da ciência e da psicologia revelam que o humor é maleável e a felicidade é sua, por escolha.

Desde que Freud ajudou a apagar a expectativa de felicidade do horizonte ocidental, quando declarou que o máximo que poderíamos esperar era a transformação de uma penúria histérica em infelicidade comum, muitos de nós fomos levados a concluir que felicidade, de alguma forma, está além do nosso alcance, é uma hipótese ingênua, algo por que lutar, mas verdadeiramente um sonho impossível.
 Acontece que Freud estava errado. Descobertas recentes em psicologia, neurologia e química – com o suporte de práticas orientais como a meditação – revelaram que a felicidade é atingível. Sabemos hoje que o cérebro pode mudar. Os cientistas chamam esta descoberta de neuroplasticidade, uma idéia revolucionária que ajudou a promover – junto com a psicologia positiva – uma ciência da felicidade.

Uma década atrás, Daniel Goleman escreveu em “Destructive Emotions”, que “o dogma em neurociência era que o cérebro era imutável pelas experiências da vida”, a pesquisa científica focava principalmente nos estados emocionais negativos. A recente mudança na ênfase de “o que há de errado conosco” para “o que está certo”, finalmente trouxe a felicidade para a discussão. Queremos saber como funciona a felicidade. 
Por que a felicidade parece, às vezes, tão fora de alcance? 
Quando a minha felicidade se torna a dor do outro? 
Felicidade é um destino ou uma escolha, o que nos fará felizes? 
E, finalmente, num mundo com tanta revolta, incerteza, luta e injustiça, como poderemos ser profundamente felizes? 
Que definição de felicidade é suficiente para abranger todas essas questões?

Bem, sabe-se que cada um de nós nasceu com um nível genético para designar a nossa felicidade. Os especialistas o chamam de Bem-Estar Subjetivo (B.E.S.). Sendo assim, a ideia de inferno para você pode ser a de paraíso para mim. Por isso que pessoas sem-teto em Calcutá são menos infelizes que os sem-teto da Califórnia, porque elas têm um senso de comunidade mais forte.

Um estudo feito por cientistas com ganhadores da loteria e paraplégicos, respeitadas as devidas circunstâncias, obteve resultados surpreendentes. Os ganhadores da loteria apresentaram níveis de felicidade que não diferiam significativamente de um grupo de controle. E os paraplégicos, mesmo menos felizes, não eram tão infelizes quanto esperávamos.

Como os italianos, que têm oito palavras para amor, nós precisamos de mais sentidos para felicidade. A vida é muito complexa, nós sabemos muito, há muita dor para ser satisfeita. Não podemos ter uma idéia ingênua do que é ser feliz e ser humano.
 Naturalmente, há dias em que um emprego é só um emprego, e as discrepâncias profissionais (salários, políticas corporativas, oportunidades, …) não podem ser negadas, mas cuidar do nosso próprio trabalho ao invés de ficar se comparando com os outros nos faz mais felizes.

No final das contas, felicidade é uma escolha – a moldura através da qual escolhemos enxergar a vida. Quanto maior a moldura, mais vívida a pintura. Quanto mais nos lembrarmos de que a vida é um presente – que tudo muda, e nós não estamos no controle – mais forte a nossa sensação de bem estar se torna. A felicidade pode resistir às adversidades da vida, só o que precisamos é de sabedoria.

Como costumo dizer em minhas palestras: se você deseja ser feliz por uma hora, tire um cochilo; se deseja ser feliz por um dia, saia para pescar; se deseja ser feliz por um mês, case-se; se deseja ser feliz por um ano, ganhe na loteria; mas se você quer ser feliz a vida inteira, faça alguém feliz.

Fonte: www.leilanavarro.com.br

FELICIDADE?


O que há de errado com a felicidade?

 

"O que há de errado com a felicidade?" foi o tema da redação de quem prestou concurso para UFRJ.

Eu ri assim que li o tema, pois estava exatamente refletindo sobre minha vida, minha felicidade. Tudo o que fiz foi sair escrevendo, nada mais.
Sinto que não escrevo mais como antes, a cada dia que passa estou a regredir, não sinto mais a vontade nem mesmo o prazer de antes em escrever. Minha criatividade quase alcança zero e não gosto mais de ter que pensar.
Eu estava ansiosa para entrar no jornal, escrever, pensar, conhecer pessoas e crescer psicologicamente. Eu queria isso. Sim, eu queria. Mas minha vontade foi levada descarga abaixo.
Eu quis tanto e perdi basicamente todas essas vontades. Agora em mim resta um poço seco, e nada faz sentido quando procuro por aspirações, pois não as encontro mais.

Segundo escrevi na redação, a felicidade é um simples estado psicológico momentâneo. Pode durar anos ou apenas míseros minutos, sendo limitada. Além disso, a felicidade é relativa de um indivíduo a outro. Uma criança pode pular de alegria ao ganhar um novo videogame enquanto um adolescente prefere participar de certo grupo social.
Essa felicidade não eterna se esvai com o tempo, assim que a criança enjoa de tanto jogar ou o adolescente percebe que as pessoas que o cercam não são quem ele quer ter para sua vida.
A felicidade não é perfeita e tem seus defeitos.
Quem pensa ter encontrado a felicidade mudará de ideia assim que encontrar algo que a faça ainda mais feliz, ou até a felicidade se esgotar.

"Uma garota tem o poder de fazer feliz um garoto, e vice-versa. A probabilidade de outra pessoa aparecer e fazer um deles ainda mais feliz, nem que seja por momentos de paixão, não é nula."
A.D.


Até mesmo ser feliz é complicado, seja sozinho, seja acompanhado, seja adulto, seja jovem. Talvez uns tenham mais facilidade a se alegrar se comparados a outros.

Todos buscam a felicidade, poucos realmente a encontraram.
Afinal, o que é realmente a felicidade? Por que não se consegue ser constantemente feliz? O que lhe falta?

Ser feliz é estar em harmonia consigo mesmo e com o que se possui, seja pessoas ou bens materiais. Ser feliz é entristecer, para logo descobrir qual dos dois é melhor viver; é fazer as decisões baseadas os mais profundos desejos e anseios; é pensar racionalmente para não sofrer adiante. Ou também pode ser pensar emocionalmente para viver bons momentos, mesmo sabendo que é possível vivenciar dores, afinal felicidade é apenas passagens gostosas.
Gregório de Matos


A instabilidade das coisas do mundo

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Pesquisa realizada no Google
por
Rosângela Meira

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ARTIGOS INTERESSANTES - FUNDAÇÃO EDUCAR


O Livro e a Leitura


 
“Abrir um livro é empreender uma viagem para um novo mundo. Fazer descobertas, obter conhecimentos, estimular o imaginário”. Através da leitura, pode-se viajar e adquirir um universo de conhecimentos, contidos em manuscritos, em histórias variadas, em obras de escritores, de todos os tempos, em jornais, em revistas, em periódicos..., que se encontram armazenados nas salas das grandes bibliotecas, espalhadas por diversas cidades. 

No século XIX, o Brasil abrigava uma das maiores bibliotecas da América. Entretanto, quando Dom João VI voltou para Portugal, deixou aqui, no Brasil, o seu filho Pedro, a cidade do Rio de Janeiro, a Biblioteca Real e o seu busto esculpido em mármore. Mais tarde, com o tratado de Paz e Amizade, de 29 de Agosto de 1825, Dom Pedro indenizava a Família Real pelos bens e propriedades deixados, no Brasil, a antiga Terra de Santa Cruz, e , dentre eles , estava a famosa Biblioteca Real, que, desde 1822, tornou-se o maior acervo cultural da sociedade brasileira. Nela se encontram , também, cópias de livros sagrados, fotografias, gravuras, discos de vinil, partituras.., e , com a era da informática o CD-ROM e os livros digitais fazem a página da Biblioteca Nacional na Internet. Ainda, no seu interior, existem coleções preciosas de reis, de nobres, de políticos, de religiosos, de escritores, de cientistas, de amadores, desde uma modesta criação como o folheto de Cordel ( literatura popular do Nordeste do Brasil), a um luxuoso pergaminho da era renascentista; todos têm o seu lugar na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, porque lá, há sempre um espaço reservado que ajuda a contar a história do Brasil e do mundo. 

Sabe-se que a leitura amplia os conhecimentos e nos leva além dos limites de tempo e espaço, permitindo que entremos em contacto com o espírito humano de todos os tempos – do homem primitivo ao homem dos dias atuais.O grande filósofo grego, Aristóteles dizia “ que o homem tende por natureza ao conhecimento”. 
Dr. Osler comenta que o homem é moralmente são aos trinta anos, mentalmente rico aos quarenta e sábio aos cinqüenta ou nunca.”No entanto, muitos ainda não descobriram o poder que tem o hábito de ler e o enriquecimento que a leitura proporciona à pessoa. Ela leva o leitor a reestruturar as suas significações pessoais, e traz para fora algo novo, e assim, quanto mais se lê, mais se aprende. Porque é impossível separar a leitura da escrita, à medida que se lê, escreve-se melhor, desenvolve-se o potencial criativo, e, deste modo, acontece o encontro do homem consigo mesmo, com o mundo e a cultura. Um livro não se guarda apenas numa estante. 
“ Antônio Cícero no trecho do poema “guardar” escreve”
“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la . Em cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado. Guardar uma coisa é vigiá-la por ela, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela”
Muitos homens das letras e juristas famosos já disseram que o caminho para se ter uma sociedade melhor é educando seu povo. Cassiano Ricardo, em seu poema “Brasil- Menino”, exalta, de modo divertido, as diferentes culturas legadas de outros povos que ajudaram a formar a nossa gente. 
E, nas páginas de sua história, o Brasil menino registrou os seguintes acontecimentos de seu destino: quando fala do indígena, refere-se ao lápis vermelho, às matas brasileiras, com seus primeiros habitantes, no período do descobrimento; do português ao giz branco, a chegada dos descobridores e colonizadores; do africano ao carvão, e toda a sua trajetória da África ao Brasil. Também o grande jurista e poeta Rui Barbosa no poema “ Aos Moços “ diz que, quem possui a arte de aprender, procura sempre instruir-se, navega seguro pelas águas do saber, torna-se abastado nas posses e aproveita, com sabedoria, o seu tempo. Mas, hoje, podemos até imaginar qual seria a reação dessas ilustres personagens, diante de tantos casos esdrúxulos que estão ocorrendo na nossa língua. Sabe-se que para escrever bem precisa ler sempre e, quem escreve, deveria saber o conteúdo daquilo que está sendo transmitido. Infelizmente, as coisas não são bem assim, muitas vezes, em redações de alguns estudantes, esse problema acontece com muita frequência, pois o conteúdo do que é transmitido não está em perfeita sintonia com aquilo que está escrito. Por tudo isso , vamos leia mais, viva melhor... Viver sem a leitura é manter os olhos fechados para o Conhecimento.

Luciah Rodriguez
Educadora e Psicanalista

luciah rodriguez (B. H – MG




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

EPÍGRAFES SOBRE LEITURA

Frases sobre a Importância da Leitura



A leitura é uma fonte inesgotável de prazer
 mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.





A leitura é precípua ao desenvolvimento intelectual
e um  elo de  transformação social .


Rosângela Meira - Sacolão da leitura



Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.




Viajar pela leitura

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!




A leitura de todos os bons livros
é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados.



A leitura de um bom livro é um diálogo incessante:
 o livro fala e a alma responde.



Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.



"Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também."

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria."


"Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."


Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias.



É com leitura de grandes Pensadores que o mundo cresce e desenvolve, porque filosofia é VIDA é PENSAR.
 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LEITURA NÃO ENTRA EM FÉRIAS

RETROSPECTIVA :
 
ENCONTRO LITERÁRIO EM 2010

Bom momento para encontrar um livro
e, depois, para   ler, 
reler ou não...










A leitura socializa...


A poesia   encanta...

É por meio de projetos de leitura,

professores mediadores 

que a

Educação desenvolve e se expande...






A festa literária do Sacolão da Leitura

inspira dias de cultura, história e romance.

Os estudantes do  C.M.A.C

prestigiam o evento que reúne

professores e bibliotecária.

domingo, 30 de janeiro de 2011

COMPLEXIDADE DA APROPRIAÇÃO DE UM TEXTO...





(...) devem existir no texto complexo de controle, pois a comunicação entre texto e leitor só tem êxito quando ela se submete a certas condições. Estes meios de controle, no entanto, não podem ser tão precisos quanto numa situação de face a face, nem tão determinados com um código social que regula a interação diádica. A eles, portanto, cabe levar a interação entre texto e leitor a um processo de comunicação, no fim do qual aparece um sentido constituído pelo leitor, dificilmente referenciável, que, no entanto, contesta o significado de estruturas de sentido anteriores e possibilita a alteração de experiências passadas (ISER, 1979, p. 89).


Por um lado, a leitura é prática criadora, atividade produtora de sentidos singulares, de significações de modo nenhum redutíveis às intenções dos autores de textos ou dos fazedores de livros: ela é uma ‘caça furtiva’ (...) por outro lado, o leitor é, sempre, pensado pelo autor, pelo comentador e pelo editor como devendo ficar sujeito a um sentido único, a uma compreensão correta, a uma leitura autorizada. Abordar a leitura é portanto, considerar, conjuntamente, a irredutível liberdade dos leitores e os condicionamentos que pretendem refreá-la. (CHARTIER, 1988, p. 123)


Com base nos fragmentos destacados, discorro sobre a complexidade da apropriação de um texto por um suposto leitor, levando em consideração os mecanismos de controle presentes no próprio texto. 


Para ler, não basta apenas realizar a decodificação dos símbolos impressos, é necessário que exista, também a compreensão e a analise crítica do texto lido. Sem a compreensão, a leitura deixa de ser interessante e passa a ser mecânica.
 Não existe apenas um modo de ler bem, mas existe uma razão essencial por que ler. A partir da interação entre texto e o leitor, poderá esse refletir e avaliar dando significados ao que se ler, pois a ação leitora amplia e integra os conhecimentos, desonerando a memória, desenvolvendo cada vez mais os horizontes do saber, enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação, disciplinando a mente e alargando a consciência através do contato com formas e ângulos de diferentes autores sob os quais um mesmo problema pode ser considerado.
 Para Iser a estrutura do texto e o papel dos leitores estão intimamente ligados. O que constitui o verdadeiro objeto da literatura não é o texto objetivo, nem a experiência subjetiva, mas a interação existente entre ambos. Por meio do diálogo ocorre a comunicação entre texto e leitor. Entre a leitura e o texto existe um duplo postulado. Ela não está escrita no texto, não existindo uma distância pensável entre o sentido que lhe é imposto pelo autor, pelo seu uso e pela crítica e a interpretação feita pelos leitores. Em relação ao texto, partilha-se a ideia de que este só existe com a existência do leitor que lhe pode dar significado.
A finalidade básica de leitura cultural é a procura, a captação, a crítica, a retenção e a integração de conhecimentos, e isto se faz, em primeiro lugar, pela procura das ideias mestras, principais, também chamadas ideias diretrizes. Cada texto, cada capítulo e, mesmo, cada parágrafo tem uma ideia principal, uma palavra-chave, um conceito fundamental, o qual o leitor deve captar. Portanto é preciso conhecer o contexto para conhecer o texto, ou melhor, compreendê-lo.
Assim, enquanto não houver um amadurecimento como leitor, algum mediador, conselho sobre a leitura poderá ser útil, talvez, até mesmo essencial.  Mas também, o professor mediador deve refletir sobre o seu papel e sobre as crenças do leitor sobre o ato de ler e seus resultados. Também deve pensar sobre o próprio ato de leitura e sobre as expectativas sociais dos outros e a motivação para ajustar-se a elas, redesenhando o contexto em que a tecnologia será utilizada a partir de sua experiência e criatividade.
Em virtude dos avanços tecnológicos, a leitura torna-se uma peça de fundamental importância, não somente nas instituições escolares, mas alarga-se ao social, político e cultural.


 Rosângela Meira
Uesc- Ba





SER LEITOR



Ser leitor, papel que, enquanto pessoa física, exercemos, é função social, para a qual se canalizam ações individuais, esforços coletivos e necessidades econômicas. (ZILBERMAN, 1999, p. 14)


A instituição literária, na complexidade de seus meandros, coloca novas questões para a história da leitura. É o lugar das convenções e protocolos literários, sendo sua dimensão a da regulamentação do negócio literário, isto é, do modo de produção da mercadoria do livro, em nome de cujo consumo é preciso que narradores e leitores estabeleçam uma certa parceria, constantemente rompida e refeita, e que favorecendo, de um lado, a legibilidade das obras, assegura, de outro, a vendabilidade delas (ZILBERMAN, 1999, p. 57).


Examinada a história da leitura desde a perspectiva de seus compromissos com a sociedade, evidencia-se que a prática leitora não independe dos interesses econômicos que a acompanham, decorrentes das necessidades do mercado dos bens culturais, produtor de obras destinadas ao consumo e a seu descarte, estejam ou não comprometidas com a literatura de massa. Por outro lado, a disseminação da leitura decorreu de a escola ter adotado a alfabetização como sua primeira tarefa, tornada um direito constitucional nas nações modernas. (ZILBERMAN, 2009, p. 25)


Com base nos fragmentos em destaque, discuto sobre as relações comerciais que se estabeleceram no Brasil, no tocante à produção e ao consumo da leitura e como isso vem influenciando o nosso sistema educacional. 



No mundo contemporâneo com o avanço tecnológico as informações são facilmente encontradas, mas o livro jamais deixará de ser o grande aliado do aprendizado e da cultura. É irrefutável a importância das ações leitoras nas institucionais voltadas para o Livro e a Leitura.
Não adianta: entra tendência, sai tendência, mas este curinga, o livro, sempre estará firme e forte para transpor o conhecimento através da leitura por todo o Brasil.
Concordo com a citação de Zilberman, 2009, quando afirma que é precípua uma parceria entre leitores e narradores para que assegure a legibilidade e a vendabilidade das obras, favorecendo ao público leitor, condições acessíveis, pois o livro ainda é muito caro para o padrão social do brasileiro. Ainda não se tem uma cultura leitora bem definida, portanto, é preciso instigar e fomentar a leitura nas escolas desde os primeiros contatos, creche, alfabetização, ensino fundamental I e II, ensino médio enfim em todos os seguimentos até as universidades.
Portanto, é preciso democratizar o acesso à leitura, disponibilizando acervo bibliográfico literário, próprio para as crianças, jovens, adultos, idosos, e recém-alfabetizados, abrindo-se um leque de oportunidades, principalmente, através de pontos de leitura em lugares estratégicos que possam atender maior número de pessoas.
Numa sociedade com tamanha desigualdade social, não se estranha que desigualdade similar permea também à distribuição de bens culturais, já que a participação em boa parte destes últimos é mediada pela leitura, habilidade que não está ao alcance de todos, nem mesmo de todos aqueles que foram à escola.
Refletindo sobre as praticas de leitura, é primordial a missão da equipe do PNLL, Ministério da Cultura como também ações de pessoas físicas e jurídicas em prol do livro e da leitura. Proporcionar o que há de melhor aos estudantes, professores e a leitores de todo território nacional, como: projetos, eventos, concursos, divulgação, informativos, livros, precípuos ao ato de ler.
De um modo geral, uma das funções da leitura é preparar o individuo para uma transformação, que no final terá um caráter universal.

Rosângela Meira
Uesc-Ba 




FELIZ 2011!


Chegamos em  2011


Muitos livros e muitas coisas boas
estão por vir...








A legitimação do livro didático se daria, então, na escola, instituição a quem é atribuída a função de preparar o cidadão para a vida em sociedade [...], os valores que essa sociedade reconhece como seus, ao mesmo tempo em que os constrói. Caberia, pois, à escola definir o que é bom e mau para o aluno, definindo, assim, o que vem a ser um bom ou mau professor, um bom ou mau aluno, o que significa ensinar bem [...] e aprender [...], quais as regras de conduta de uns e de outros, os procedimentos metodológicos e os instrumentos de trabalho do professor, os recortes do conhecimento. São essas ‘regras’, que definem as relações de poder e que subentendem valores tomados como verdades por um dado grupo social, verdades essas que definiriam a ética da escola (CORACINI, 1999. p. 33).


O caráter de autoridade do livro didático encontra sua legitimidade na crença de que ele é depositário de um saber a ser decifrado, pois supõe-se que o livro didático contenha uma verdade sacramentada a ser transmitida e compartilhada. Verdade já dada que o professor, legitimado e institucionalmente autorizado a manejar o livro didático, deve apenas reproduzir, cabendo ao aluno assimilá-la (SOUZA, 1999, p.27).

Com base nos fragmentos em destaque, comento sobre  as relações de poder que determinam os comportamentos presentes na escola e que chegam ao professor e ao aluno através de um discurso legitimado pelo livro didático.            




Para uma escola eficiente é preciso ir além dos livros didáticos. É  desenvolver uma proposta curricular que envolva; motiva e conquista alunos e  educadores.
         Reconhecendo a importância que o insumo livro tem na aprendizagem dos alunos, desde meados da década passada o MEC coordena o maior programa de distribuição de livros didáticos do mundo ocidental, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).  Dessa O livro didático não pode ser compreendido isoladamente, fora do contexto escolar e social. É um produto cultural - com suas especificidades, é claro - e, portanto, conformado segundo a lógica da escola e da sociedade onde está inserido. Numa sociedade de classes, capitalista, como a brasileira, o LD não poderia fugir à lógica que rege esta sociedade, em que as classes dominantes procuram, não só garantir e ampliar a acumulação de capital (e o LD deve ser visto como atividade econômica que possibilita isso), como também veicular as visões que lhes interessam e neutralizar possíveis oposições.
         É, pois, um equívoco pensar que, só porque o Livro Didático tem estado a serviço do poder e da construção de uma memória oficial, ele deve ser descartado. Nas condições atuais da escola pública brasileira e do professor, em brusco processo de empobrecimento, o livro didático não pode ser descartado com base na suposição (ingênua) de que a escola e o professor terão por si sós, condições teóricas, metodológicas e financeiras para construir algo melhor. Se o professor não tiver uma formação e condições salariais e de exercício profissional adequadas, novos materiais ou linguagens poderão apresentar os mesmos problemas que o livro Didático tradicional.         
         Entretanto, não se deve pensar que, numa escola ideal, (bons e amplos recursos didáticos, boa formação teórica dos professores, salários decentes, alunos em boas condições de estudo), os problemas mais graves do Livro Didático seriam resolvidos. O conhecimento pronto, fragmentado, neutro, sem uma perspectiva de totalidade, temporalidades curtas, episódicas, narrativas lineares, a construção de heróis, a difusão da visão de mundo das classes dominantes, a negação ou depreciação das classes populares, o racismo, o machismo, o individualismo, o nacionalismo, a justificação da desigualdade social, não são particularidades do LD.     O livro didático deve ser compreendido como um dos elementos do processo de ensino-aprendizagem escolar. O seu efeito real, positivo ou negativo, não está apenas no seu conteúdo, mas também no modo de utilizá-lo. As condições de ensino, a formação e remuneração do professor, a integração entre as várias disciplinas, enfim, todos os elementos do processo de ensino-aprendizagem conjugam-se para dar um ou outro sentido ao Livro Didático. Portanto, quando o ensino vai além, é óbvio que o conhecimento ganha vida.

Rosângela Meira
Uesc-  Uab - polo 22
Vitória da conquista



UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC
 FORMAÇÃO DO LEITOR DE LITERATURA
Polo 22 – Vitória da Conquista
Curso: Licenciatura em Letras Vernáculas
 Rosângela Meira de Oliveira








(...) as epopéias cômicas dos dois intelectuais brasileiros não apenas criticam a velha escola; elas denunciam também, por via indireta, as limitações dos novos modelos adotados. Alvarenga e Melo Franco, falando do aqui e agora do leitor, propõem novos padrões de criação e abrem caminho para outro tipo de diálogo entre o escritor e o público, que é leigo e pertence àqueles segmentos resultantes da revolução burguesa na qual apostam ao endossarem as idéias de Pombal (LAJOLO & ZILBERMAN, 2002, p. 38).


A educação compartilha com a fantasia e a literatura a perspectiva utópica a que essas apontam. Etimologicamente, educar é extrair, levar avante, conduzir para fora e para frente. Funda-se, pois, num ideal, o de que é possível mudar a atitude individual e a configuração da sociedade por meio da ação humana. Porque ideal, esse objetivo é seguidamente criticado e até rejeitado. A dificuldade maior, porém, não reside aí, e sim no fato de não vir se concretizando e de estar ameaçado de desaparecimento por obsoleto (ZILBERMAN, 2008, p. 21).

Com base nos fragmentos destacados, apresento argumentos sobre a ineficiência do sistema educacional brasileiro, apesar das constantes modificações e atualizações, no que diz respeito ao tratamento com o literário na escola. 
           


Nos dias atuais, é grande a competitividade de mercado, demonstrando que somente os mais preparados, qualificados acompanham a velocidade das transformações, em seus setores, ocuparão os lugares de destaque no mundo empresarial globalizado.
No segmento da educação não poderia ser diferente, é preciso ter ensino de qualidade, engendrar políticas educacionais leitoras, recursos tecnológicos, valorização e capacitação do professor, gestores comprometidos, que proporcione um resultado que caminhe na velocidade o qual  mundo exige.
Apesar de ter expandido seu sistema educacional em todos os níveis, o Brasil encontra grandes dificuldades em melhorar sua qualidade e eficiência no tratamento literário na escola.
A educação brasileira passou por grandes transformações nas últimas décadas, que tiveram como resultado uma ampliação significativa do número de pessoas que têm acesso a escolas, assim como do nível médio de escolarização e  superior de ensino da população. No entanto, estas transformações não têm sido suficientes para colocar o país no patamar educacional necessário, tanto do ponto de vista da equidade, isto é, da igualdade de oportunidades que a educação deve proporcionar a todos os cidadãos, quanto da competitividade e desempenho, ou seja, da capacidade que o país tem, em seu conjunto, de participar de forma efetiva das novas modalidades de produção e trabalho deste fim de século, altamente dependentes da educação,  da capacidade tecnológica e de pesquisa.
Portanto, ser professor hoje é mediar o conhecimento, é fazer o discente participante do processo de construção do conhecimento, que não está pronto e acabado. Não se pode mais ignorar a deficiência do aluno em relação à leitura, fingindo não ver. O resultado são estudantes aprovados, mas insuficientes na leitura.  Pesquisas realizadas nas escolas brasileiras, mostram que em todos os níveis há alunos com um grau de leitura e interpretação defasado.
         É preciso, retirar a viseira e enxergar o que está acontecendo na leitura dos alunos e trabalhar essas deficiências ao invés de ficarem camuflando resultados, cedo ou tarde eles aparecem, e o que valerá não será somente o resultado final da escola, mas principalmente a percepção da qualidade de ensino.
De acordo, (Darnton, 1992, p. 212), a leitura assumiu muitas formas diferentes entre diferentes grupos sociais e em diferentes épocas. Homens e mulheres leram para salvar suas almas, para melhorar seu comportamento, para consertar suas máquinas, para seduzir enamorados, para tomar conhecimento do de seu tempo, e ainda simplesmente para se divertir. (...) A leitura tem uma história. Não foi sempre e em toda parte a mesma.
Portanto, é precípuo perceber que ler é tão amplo quanto a extensão do mundo. Propiciar ao discente adentrar nesse mundo de sonho, de realidade, de ficção e de alma faz com que todos os professores se sintam mais humanos e conscientes do processo de formação cidadã e de responsabilidade social. Fomentar a leitura em todos os níveis é possibilitar um mundo mais justo, consciente, mais humano e solidário.
        
Rosângela Meira